Finalmente Caso Resolvido,
Consultando hoje 27.05.2009 no site da administradora do Cartão, constatei que foi efetuado o estorno de R$ 138,00 com data de 26.05.2009.
Fico agradecido a todos que foram solidários com o meu problema, alguns dando sugestões, outros até informando nomes de pessoas a serem procuradas na Casas Bahia.
Apesar dos transtornos causados fico também agradecido a todas pessoas que me atenderam na empresa, pela delicadeza, atenção, solidariedade, e finalmente a quem foi responsável pela SOLUÇÃO DO CASO.
Boa Sorte a Todos
Cecilio em Home Office
Cecilio no Escritório
quarta-feira, 27 de maio de 2009
sábado, 14 de fevereiro de 2009
Amor e sexo
Amor e sexo
O texto a seguir foi escrito pelo ótimo José Geraldo Couto na edição da Folha de São Paulo de 14.02.2009.
Vamos ler a apreciar as extraordinárias comparações.
" Da sedução à la Robinho à amorosa tabelinha, o erotismo entra em campo de várias maneiras "
HOJE VAMOS falar de sexo. Não, não vou ficar especulando se Robinho estuprou ou não a garota que o acusa nem vou comentar a vida sexual de Ronaldo ou de qualquer outra pessoa.
O que interessa aqui é o erotismo simbólico presente no futebol e em seu entorno.
Já virou lugar comum comparar o gol, momento de clímax do futebol, a um orgasmo. Por extensão, perder um gol feito é como broxar na hora H. E uma expressão como "entrar com bola e tudo", a bem da verdade, é quase pornográfica.
Mas há nessa analogia entre futebol e sexo uma coisa curiosa. Observando bem, a relação erótica (no plano simbólico, insisto) se dá tanto entre adversários como entre companheiros de time. Calma, eu explico.
Há um forte traço de dominação sexual, ou de sedução e conquista, no embate entre um jogador, sobretudo um atacante, e seu oponente. Uma bola metida entre as pernas equivale a um estupro, e não por acaso o jogador que a sofre fecha as pernas instintivamente, tarde demais, como uma donzela tentando defender a castidade.
Um jogador que fica serpenteando diante do adversário, oferecendo-lhe a bola como uma maçã do Éden, só para tirá-la do alcance do infeliz no último instante, é um autêntico sedutor. O locutor diz: "Tirou fulano pra dançar".
O modelo clássico dessa atitude de lasciva provocação era o estilo do ponta-esquerda Edu, do Santos e da seleção nos anos 60 e início dos 70.
Robinho é um atacante em cujo jogo o componente sensual é notório. Rebola para cá, rebola para lá, pedala, acena com a entrega, hipnotiza o adversário e, no instante decisivo, escapa, deixando-o desconcertado, sem equilíbrio. Seu golaço contra a Itália, na terça-feira, ilustra à perfeição o que estou dizendo.
O estilo Robinho consiste em amolecer o antagonista para então se aproveitar de seu ponto fraco. É como o conquistador que embriaga sua vítima com bebida, alguma droga ou a mera lábia para minar sua resistência e consumar a violação.
Mas há também uma relação erótica, igualmente simbólica, mas de outra natureza, entre jogadores de uma mesma equipe. Chico Buarque observou uma vez que, diferentemente das meninas, que podem andar de mãos dadas ou abraçadas com amigas sem despertar censura, os meninos precisam sublimar seu afeto pelos amigos de outras maneiras, por exemplo jogando futebol.
Já nem falo da comemoração de um gol ou uma vitória, quando marmanjos se abraçam, se beijam, rolam no chão. O próprio passe, sobretudo aquele que coloca o companheiro numa boa situação, já é um claro gesto de carinho. A devolução, idem. Por isso, a tabelinha é a jogada mais amorosa que pode existir.
O gol de Elano no jogo contra a Itália foi uma dessas tabelas que são verdadeiras cenas de amor; o segundo gol do Palmeiras contra o Mirassol, feito por Keirrison em parceria com Diego Souza, foi outro.
Resumindo drasticamente esta elucubração, talvez se possa dizer que, na relação com o adversário, prevalece o sexo e, na relação com o parceiro de time, sobressai o amor.
E o erotismo, que não se confunde com a pornografia, é a fusão dessas duas coisas.
Nota deste blogueiro :
elucubração, Lucubração, Em consulta ao Aurélio, temos : Trabalho paciente feito a noite e à luz.
O José Geraldo, além de ótimo colunista, escritor, também é um Insone, rs.rs.
O texto a seguir foi escrito pelo ótimo José Geraldo Couto na edição da Folha de São Paulo de 14.02.2009.
Vamos ler a apreciar as extraordinárias comparações.
" Da sedução à la Robinho à amorosa tabelinha, o erotismo entra em campo de várias maneiras "
HOJE VAMOS falar de sexo. Não, não vou ficar especulando se Robinho estuprou ou não a garota que o acusa nem vou comentar a vida sexual de Ronaldo ou de qualquer outra pessoa.
O que interessa aqui é o erotismo simbólico presente no futebol e em seu entorno.
Já virou lugar comum comparar o gol, momento de clímax do futebol, a um orgasmo. Por extensão, perder um gol feito é como broxar na hora H. E uma expressão como "entrar com bola e tudo", a bem da verdade, é quase pornográfica.
Mas há nessa analogia entre futebol e sexo uma coisa curiosa. Observando bem, a relação erótica (no plano simbólico, insisto) se dá tanto entre adversários como entre companheiros de time. Calma, eu explico.
Há um forte traço de dominação sexual, ou de sedução e conquista, no embate entre um jogador, sobretudo um atacante, e seu oponente. Uma bola metida entre as pernas equivale a um estupro, e não por acaso o jogador que a sofre fecha as pernas instintivamente, tarde demais, como uma donzela tentando defender a castidade.
Um jogador que fica serpenteando diante do adversário, oferecendo-lhe a bola como uma maçã do Éden, só para tirá-la do alcance do infeliz no último instante, é um autêntico sedutor. O locutor diz: "Tirou fulano pra dançar".
O modelo clássico dessa atitude de lasciva provocação era o estilo do ponta-esquerda Edu, do Santos e da seleção nos anos 60 e início dos 70.
Robinho é um atacante em cujo jogo o componente sensual é notório. Rebola para cá, rebola para lá, pedala, acena com a entrega, hipnotiza o adversário e, no instante decisivo, escapa, deixando-o desconcertado, sem equilíbrio. Seu golaço contra a Itália, na terça-feira, ilustra à perfeição o que estou dizendo.
O estilo Robinho consiste em amolecer o antagonista para então se aproveitar de seu ponto fraco. É como o conquistador que embriaga sua vítima com bebida, alguma droga ou a mera lábia para minar sua resistência e consumar a violação.
Mas há também uma relação erótica, igualmente simbólica, mas de outra natureza, entre jogadores de uma mesma equipe. Chico Buarque observou uma vez que, diferentemente das meninas, que podem andar de mãos dadas ou abraçadas com amigas sem despertar censura, os meninos precisam sublimar seu afeto pelos amigos de outras maneiras, por exemplo jogando futebol.
Já nem falo da comemoração de um gol ou uma vitória, quando marmanjos se abraçam, se beijam, rolam no chão. O próprio passe, sobretudo aquele que coloca o companheiro numa boa situação, já é um claro gesto de carinho. A devolução, idem. Por isso, a tabelinha é a jogada mais amorosa que pode existir.
O gol de Elano no jogo contra a Itália foi uma dessas tabelas que são verdadeiras cenas de amor; o segundo gol do Palmeiras contra o Mirassol, feito por Keirrison em parceria com Diego Souza, foi outro.
Resumindo drasticamente esta elucubração, talvez se possa dizer que, na relação com o adversário, prevalece o sexo e, na relação com o parceiro de time, sobressai o amor.
E o erotismo, que não se confunde com a pornografia, é a fusão dessas duas coisas.
Nota deste blogueiro :
elucubração, Lucubração, Em consulta ao Aurélio, temos : Trabalho paciente feito a noite e à luz.
O José Geraldo, além de ótimo colunista, escritor, também é um Insone, rs.rs.
terça-feira, 16 de dezembro de 2008
Pedras
Certa vez, um homem caminhava pela praia, numa noite de lua cheia...
Ele pensava desta forma: se tivesse um carro novo, seria feliz; se tivesse uma casa grande, seria feliz; se tivesse um excelente trabalho, seria feliz; se tivesse uma parceira perfeita, seria feliz...
Até que ele tropeçou em uma sacolinha cheia de pedras.
Por conta disso, ele começou a jogar as pedrinhas, uma a uma, no mar, cada vez que dizia:
Seria feliz se tivesse...
Assim o fez até que ficou com uma só pedrinha na sacolinha e decidiu guardá-la.
Ao chegar em casa, percebeu que aquela pedrinha, tratava-se de um diamante muito valioso.
Você imagina quantos diamantes ele jogou ao mar sem parar para pensar?
Assim são as pessoas...
Jogam fora seus preciosos tesouros por estarem esperando o que acreditam ser perfeito ou sonhando e desejando o que não têm, sem dar valor ao que tem perto delas.
Se olhassem ao redor, parando para observar, perceberiam quão afortunadas são.
Muito perto de si está sua felicidade.
Cada pedrinha deve ser observada...
Ela pode ser um diamante valioso!
Cada um de nossos dias pode ser considerado um diamante precioso e insubstituível.
Depende de cada um aproveitá-lo ou lançá-lo ao mar do esquecimento para nunca mais recuperá-lo.
E você, como anda jogando suas pedrinhas?
Família
E até mesmo seus sonhos
Amigos
Trabalho
A morte não é a maior perda da vida.
A maior perda da vida é o que morre dentro de nós enquanto vivemos.
Ele pensava desta forma: se tivesse um carro novo, seria feliz; se tivesse uma casa grande, seria feliz; se tivesse um excelente trabalho, seria feliz; se tivesse uma parceira perfeita, seria feliz...
Até que ele tropeçou em uma sacolinha cheia de pedras.
Por conta disso, ele começou a jogar as pedrinhas, uma a uma, no mar, cada vez que dizia:
Seria feliz se tivesse...
Assim o fez até que ficou com uma só pedrinha na sacolinha e decidiu guardá-la.
Ao chegar em casa, percebeu que aquela pedrinha, tratava-se de um diamante muito valioso.
Você imagina quantos diamantes ele jogou ao mar sem parar para pensar?
Assim são as pessoas...
Jogam fora seus preciosos tesouros por estarem esperando o que acreditam ser perfeito ou sonhando e desejando o que não têm, sem dar valor ao que tem perto delas.
Se olhassem ao redor, parando para observar, perceberiam quão afortunadas são.
Muito perto de si está sua felicidade.
Cada pedrinha deve ser observada...
Ela pode ser um diamante valioso!
Cada um de nossos dias pode ser considerado um diamante precioso e insubstituível.
Depende de cada um aproveitá-lo ou lançá-lo ao mar do esquecimento para nunca mais recuperá-lo.
E você, como anda jogando suas pedrinhas?
Família
E até mesmo seus sonhos
Amigos
Trabalho
A morte não é a maior perda da vida.
A maior perda da vida é o que morre dentro de nós enquanto vivemos.
A Pedra
A PEDRA
O distraído nela tropeçou...
O bruto a usou como projétil...
O empreendedor, usando-a, construiu...
O camponês, cansado da lida, fez dela assento...
Para meninos, foi brinquedo...
Drummond a poetizou...
Já Davi matou Golias...
Michelangelo extraiu dela bela escultura...
Em todos os casos a diferença não estava na pedra, mas no homem, na sua atitude para com a pedra!!!
Não existe pedra no seu caminho que não possa ser aproveitada para seu próprio crescimento
O distraído nela tropeçou...
O bruto a usou como projétil...
O empreendedor, usando-a, construiu...
O camponês, cansado da lida, fez dela assento...
Para meninos, foi brinquedo...
Drummond a poetizou...
Já Davi matou Golias...
Michelangelo extraiu dela bela escultura...
Em todos os casos a diferença não estava na pedra, mas no homem, na sua atitude para com a pedra!!!
Não existe pedra no seu caminho que não possa ser aproveitada para seu próprio crescimento
segunda-feira, 15 de dezembro de 2008
Antes que eles cresçam
Há um período em que os pais vão ficando órfãos dos filhos. É que as crianças crescem independente de nós. Como as árvores tagarelas e pássaros estabanados, elas crescem sem pedir licença. Crescem com uma estridência e, às vezes, com alardeada arrogância.
Mas não crescem todos os dias de igual maneira; crescem de repente. Um dia sentam-se perto de você no terraço, e dizem uma frase com tal maturidade, que você sente e não pode mais trocar as fraldas daquela criatura.
Onde é que andou crescendo aquela danadinha, que você não percebeu? Cadê aquele cheirinho de leite sobre a pele dele? Cadê a pazinha de brincar na areia, as festinhas de aniversário com palhaços, amiquinhos e o primeiro uniforme do maternal?
A criança está crescendo num ritual de obediência orgânica, desobediência civil. E você agora esta na porta da discoteca, esperando que ela não apenas cresça, mas apareça. Ali estão muitos pais, ao volante, esperando que saiam esfuziantes sobre patins, cabelos soltos.
Entre hambúrgueres e refrigerantes lá estão nossos filhos, com uniforme de sua geração; incômodas mochilas da moda dos ombros nus, ou então, com blusa amarrada na cintura. está quente, achamos que vai estragar a blusa, mas há jeito, é emblema da geração.
Pois ali estamos, com os cabelos embranquecidos. Eles são os filhos que conseguimos gerar apesar dos golpes dos ventos, das colheitas das notícias e das ditaduras das horas. Eles crescem meio amestrados, observando nossos muitos erros.
Há um período em que os pais vão ficando órfãos dos próprios filhos.
Não mais os colheremos nas portas das discotecas e festas, quando surgiam entre gírias e canções. Passou o tempo do balé, do inglês, na natação e do judô. Saíram do banco de trás e passaram para o volante das próprias vidas.
Deveríamos ter ido mais à cama deles ao anoitecer, para ouvirmos sua alma respirando conversas e confidências entre lençóis da infância e os adolescentes cobertos, naquele quarto cheio de adesivos, posters, agendas coloridas e discos ensurdecedores (...).
Eles cresceram sem que esgotássemos neles todo nosso afeto.
No princípio subiam a serra ou iam à casa de praia entre embrulhos, bolachas, engarrafamentos, Natais, Páscoas, piscinas e amiguinhos. Sim, havia as brigas dentro do carro, disputa pela janela, pedido de chicletes e sanduíches, cantorias infantis. Depois chegou a idade em que viajar com os pais começou a ser esforço, um sofrimento, pois era impossível largar a turma e os primeiros namorados. Os pais ficaram então, exilados dos filhos. Tinham a solidão que sempre desejaram, mas não, de repente, morriam de saudades daqueles pestinhas.
O jeito é esperar. Qualquer hora podem dar netos. O neto é a hora do carinho ocioso e estocado não exercido nos próprios filhos e que não pode morrer conosco. Por isso os avós são tão desmesurados e distribuem tão incontrolável afeição. Os netos são a última oportunidade de reeditar o nosso afeto.
Por isso é necessário fazer alguma coisa a mais, antes que eles cresçam.
(por Affonso Romano de Sant´anna)
Mas não crescem todos os dias de igual maneira; crescem de repente. Um dia sentam-se perto de você no terraço, e dizem uma frase com tal maturidade, que você sente e não pode mais trocar as fraldas daquela criatura.
Onde é que andou crescendo aquela danadinha, que você não percebeu? Cadê aquele cheirinho de leite sobre a pele dele? Cadê a pazinha de brincar na areia, as festinhas de aniversário com palhaços, amiquinhos e o primeiro uniforme do maternal?
A criança está crescendo num ritual de obediência orgânica, desobediência civil. E você agora esta na porta da discoteca, esperando que ela não apenas cresça, mas apareça. Ali estão muitos pais, ao volante, esperando que saiam esfuziantes sobre patins, cabelos soltos.
Entre hambúrgueres e refrigerantes lá estão nossos filhos, com uniforme de sua geração; incômodas mochilas da moda dos ombros nus, ou então, com blusa amarrada na cintura. está quente, achamos que vai estragar a blusa, mas há jeito, é emblema da geração.
Pois ali estamos, com os cabelos embranquecidos. Eles são os filhos que conseguimos gerar apesar dos golpes dos ventos, das colheitas das notícias e das ditaduras das horas. Eles crescem meio amestrados, observando nossos muitos erros.
Há um período em que os pais vão ficando órfãos dos próprios filhos.
Não mais os colheremos nas portas das discotecas e festas, quando surgiam entre gírias e canções. Passou o tempo do balé, do inglês, na natação e do judô. Saíram do banco de trás e passaram para o volante das próprias vidas.
Deveríamos ter ido mais à cama deles ao anoitecer, para ouvirmos sua alma respirando conversas e confidências entre lençóis da infância e os adolescentes cobertos, naquele quarto cheio de adesivos, posters, agendas coloridas e discos ensurdecedores (...).
Eles cresceram sem que esgotássemos neles todo nosso afeto.
No princípio subiam a serra ou iam à casa de praia entre embrulhos, bolachas, engarrafamentos, Natais, Páscoas, piscinas e amiguinhos. Sim, havia as brigas dentro do carro, disputa pela janela, pedido de chicletes e sanduíches, cantorias infantis. Depois chegou a idade em que viajar com os pais começou a ser esforço, um sofrimento, pois era impossível largar a turma e os primeiros namorados. Os pais ficaram então, exilados dos filhos. Tinham a solidão que sempre desejaram, mas não, de repente, morriam de saudades daqueles pestinhas.
O jeito é esperar. Qualquer hora podem dar netos. O neto é a hora do carinho ocioso e estocado não exercido nos próprios filhos e que não pode morrer conosco. Por isso os avós são tão desmesurados e distribuem tão incontrolável afeição. Os netos são a última oportunidade de reeditar o nosso afeto.
Por isso é necessário fazer alguma coisa a mais, antes que eles cresçam.
(por Affonso Romano de Sant´anna)
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