Cecilio no Escritório

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sábado, 30 de junho de 2007

O QUE VOCÊ É? CENOURA, OVO OU CAFÉ ?

Caros colegas, gostei muito desta mensagem na época que a recebi, já se passaram uns dois anos, hoje relendo, tomei a decisão de publicá-la neste Blog, espero que também gostem.


O QUE VOCÊ É? CENOURA, OVO OU CAFÉ ?

A filha se queixou a seu pai sobre sua vida e de como as coisas estavam tão difíceis para ela. Ela já não sabia mais o que fazer e queria desistir.

Estava cansada de lutar e combater. Parecia que assim que um problema estava resolvido um outro surgia.

Seu pai, um chef, levou-a até a cozinha dele. Encheu três panelas com água e colocou cada uma delas em fogo alto. Em uma ele colocou cenouras, em outra colocou ovos e, na última pó de café. Deixou que tudo fervesse, sem dizer uma palavra.

A filha deu um suspiro e esperou impaciente, imaginando o que ele estaria fazendo.

Cerca de vinte minutos depois, ele apagou as bocas de gás; pescou as cenouras e as colocou em uma tigela. Retirou os ovos e os colocou em uma tigela; então pegou o café com uma concha e o colocou em uma tigela.

Virando-se para ela, perguntou:
-
"Querida, o que você está vendo?"

- "Cenouras, ovos e café," ela respondeu.

Ele a trouxe para mais perto e pediu-lhe para experimentar as cenouras.
Ela obedeceu e notou que as cenouras estavam macias.
Ele, então, pediu-lhe que pegasse um ovo e o quebrasse. Ela obedeceu e depois de retirar a casca verificou que o ovo endurecera com a fervura.

Finalmente, ele lhe pediu que tomasse um gole do café. Ela sorriu ao provar seu aroma delicioso.

- "O que isto significa, pai?"

Ele explicou que cada um deles havia enfrentado a mesma adversidade, a água fervendo, mas que cada um reagira de maneira diferente.

A cenoura entrara forte, firme e inflexível, mas depois de ter sido submetida à água fervendo, ela amolecera e se tornara frágil.

Os ovos eram frágeis - sua casca fina havia protegido o líquido interior, mas depois de terem sido fervidos na água, seu interior se tornara mais rígido.

O pó de café, contudo, era incomparável. Depois que fora colocado na água fervente, ele havia mudado a água.

Ele perguntou à filha: - "Qual deles é você, minha querida?".

Quando a adversidade bate à sua porta, como você responde? Você é como a cenoura que parece forte, mas com a dor e a adversidade você murcha, torna-se frágil e perde sua força?

Ou será você como o ovo, que começa com um coração maleável, mas que depois de alguma perda ou decepção se torna mais duro, apesar de a casca parecer a mesma?

Ou será que você é como o pó de café, capaz de transformar a adversidade em algo melhor ainda do que ele próprio?"

Somos nós os responsáveis pelas próprias decisões.

Cabe a nós - somente a nós - decidir se a suposta crise irá ou não afetar nosso rendimento profissional, nossos relacionamentos pessoais, nossa vida enfim.

Ao ouvir outras pessoas reclamando da situação, ofereça uma palavra positiva. Mas você precisa acreditar nisso. Confiar que você tem capacidade e tenacidade suficientes para superar este desafio.

Espero que, nestas semanas que se seguem, quando lhe convidarem para tomar um café, você possa repassar essa história.

Uma vida não tem importância se não for capaz de imputar positivamente outras vidas".


O que você é : cenoura, ovo ou café?


sexta-feira, 22 de junho de 2007

Apagão Aéreo

Puxa, está faltando algo neste Blog sobre o Apagão Aéreo.

É um tremendo mal pelo qual nosso país está passando e nosso povo já tão indignado com a corrupção e outras mazelas tem mais esta para sofrer.

Este texto é apenas uma promessa de algo sobre o tema virá.

Pode aguardar, só estou esperando passar um pouco de minha indignação para poder escrever de mente tranquila.

Caso você já alguma sugestão sobre o tema é só enviar que ficarei grato.

Até

A VOLTA.......... De Vinicius

Bem, minhas últimas postagens foram sobre política, acho que cansei, talvez você que por aqui navega também, por isto segue mais uma postagem com poesia do Vinicius de Moraes.

Esta parece tão simples, é por demais conhecida, imensamente bonita, não deixando de ser simples, só poderia ter sido escrita por um Gênio, pois sómente eles fazem com que as coisas belas e difíceis pareçam tão simples.

A casa

Era uma casa
Muito engraçada
Não tinha teto
Não tinha nada
Ninguém podia
Entrar nela não
Porque na casa
Não tinha chão
Ninguém podia
Dormir na rede
Porque a casa
Não tinha parede
Ninguém podia
Fazer pipi
Porque penico
Não tinha ali
Mas era feita
Com muito esmero
Na Rua dos Bobos
Número Zero.

sábado, 16 de junho de 2007

As Aparências não Enganam

Este texto foi escrito pelo incrível Nelson Motta no Jornal Folha de São Paulo de 15.06.2007.

NELSON MOTTA

As aparências não enganam

RIO DE JANEIRO - Quando Rita Lee disse que "roqueiro brasileiro sempre teve cara de bandido", foi apenas uma liberdade poética. Se pobres garotos rebeldes e metidos a músicos têm cara de bandido, o que dizer da galeria de horrores de políticos, juízes e lobistas que ilustram o noticiário? É de dar medo.
Não sei se são tão feios porque fazem tanta coisa feia ou vice-versa. Mas dificilmente se encontrarão pintas mais brabas do que, visualizem, Hildebrando, Severino, Jader, Waldomiro, Poletto, Lorenzetti, Freud Godoy, o juiz Ernesto Dória e seus óculos escuros. A lista é interminável e inesquecível, agora enriquecida pelo apavorante e auto-explicativo Dario Morelli. Não é preciso perguntar nada: tá na cara. Nenhum bandido faria feio perto deles.
Feiúra não é crime ou pecado, nem beleza redime ou é mérito pessoal, como provam Collor e Luiz Estevão. Os bonitinhos, mas ordinários, são exceções. O normal são caras como PC Farias e os sinistros irmãos carecas, o bexiguento João Alves e os anões do Orçamento, as carrancas de mensaleiros e sanguessugas. É vasta a nossa cultura visual da feiúra, estética e ética. Mas a coisa está ainda mais feia: diante dessa turma, Turcão e o Capitão Guimarães até exibem uma aparência senhorial, e Marcola parece um professor.
A feiúra lhes acompanha pela vida através de espelhos implacáveis, inferniza seus dias e estimula suas invejas e rancores, os faz gastar seus milhões na ilusão de comprar beleza e afeto, pobres diabos que se sentem tão ricos e poderosos. E tão irremediavelmente feios. Diante dessa desgraça, os mais caros e competentes advogados são inúteis.

Seus clientes podem desfrutar de suas impunidades em paz, mas não conseguem se livrar do espelho.

É a nossa vingança.

Bom, como sempre o Sr. Motta está perfeito quando escreve sobre o nosso cotidiano, é claro que muito melhor quando é sobre música.
Caro Nelson Motta, estou contigo, espelho neles, rs.rs.rs.

sábado, 2 de junho de 2007

Texto do Frei Betto

Texto de Frei Betto na Coluna TENDÊNCIAS/DEBATES, no Jornal Folha de São Paulo, em 31.05.2007

Título do Texto : A Polícia Federal e "Os Intocáveis"

Com a Operação Navalha, afirmam que a PF está "exagerando". Para estourar a boca de fumo, é chute na porta, barraco revirado.

DESDE QUE me entendo por gente, ouço dizer, sem poder discordar, que vivemos no país da impunidade. A polícia e a Justiça punem apenas os pobres passageiros atulhados nos porões deste imenso navio cargueiro chamado Brasil, que flutua nos mares do Sul. No convés, os camarotes vivem infestados de larápios, corruptos, estelionatários, sonegadores, contrabandistas, contratadores de trabalho escravo e toda sorte de bandidos, imunes e impunes.

Essa elite deletéria tem o poder de influir não apenas na elaboração das leis mas sobretudo na sua aplicação, pois indica juízes e promove togados, nomeia delegados e promotores, presenteia políticos e banca férias de magistrados em hotéis de luxo, o que lhes permite trafegar e traficar no mundo do crime com a mesma desfaçatez com que freqüentam os salões da República, os gabinetes de parlamentares e as festas em que o poder desfila e espelha seu incomensurável ego.

Diante de tanta impunidade, Chico Buarque chegou a propor: "Chamem o ladrão, chamem o ladrão!".

No governo Lula, felizmente, as ingerências políticas foram afastadas da Polícia Federal. Como nunca se havia visto antes, as grades de sua carceragem se abriram para ex-governadores, juízes, donos de grandes empresas, gente graúda. Graças à imparcialidade do Ministério Público e ao sigilo das investigações, tubarões têm caído na rede. Pena que as nossas leis sejam tão frouxas, e o Judiciário, cheio de dedos para puni-los.

Agora, diante da Operação Navalha, que corta a jugular de um dos esquemas para sugar os bilionários recursos do PAC (quantos outros não permanecem ativos?), há uma grita geral de que a Polícia Federal estaria "exagerando". Sobretudo ao vazar informações para a mídia.

Ora, na hora de estourar a boca de fumo, é chute na porta, mãos para o alto, barraco revirado, e, se o preso perguntar pelo mandado do juiz, é bem capaz de levar umas bolachas... Mas, em se tratando de bacanas, corre-se o processo sob segredo de Justiça. Claro, isso facilita o embate entre o Judiciário, refém da elite, e a Polícia Federal, que, infelizmente, não tem tanta autonomia quanto o Banco Central.

O "exagero" não está na Polícia Federal, senhores políticos! Está nos fatos que levam uma publicação como o "Financial Times" a dizer que o Brasil é o país do "rouba, mas faz" sem que o Congresso reaja à acusação.

O "exagero" reside nas CPIs abortadas sem punir ninguém; nos inquéritos paralisados que reforçam a impunidade; no volume de dinheiro público destinado a bolsos privados; no absurdo de micros, pequenos e médios empresários ficarem à míngua diante da porta do BNDES, obrigados a suportar elevadas taxas de juros dos bancos privados, enquanto os grandes empresários se fartam com dinheiro público barato.

O "exagero" é constatar que, diante de tanta denúncia de corrupção neste país nos últimos anos, nenhum corrupto se encontra cumprindo pena atrás das grades.

O "exagero" não é a Polícia Federal investigar e capturar, é aderir à perversa ideologia de que os meus amigos corruptos são menos corruptos que os meus inimigos... Por que rejeitar o jatinho do empresário amigo? Que mal faz um mimo? Recusar um presente não é uma ofensa?

É tanto ladrão graúdo preso e muitos ameaçados que o melhor é prender e calar a polícia...

Isso lembra a história de Eliot Ness, o famoso agente "usamericano" que enfrentou a máfia, retratado na série "Os Intocáveis".

Sabe por que a série foi tirada do ar pela cadeia televisiva ABC? Primeiro, a comunidade ítalo-americana protestou. Sentia-se encarada como mafiosa. A viúva de Al Capone processou a emissora por uso indevido da imagem do marido e exigiu reparação de US$ 1 milhão. O FBI também se irritou, era ele que reprimia a máfia, e os méritos ficavam com Eliot.

Tudo se complicou em 1961, quando o líder sindical "Though Tony" Anastasia, ressentido com a denúncia do caráter mafioso de sua entidade, promoveu manifestação diante da ABC em Nova York e mobilizou os estivadores para manter "intocadas" as cargas de cigarros Chesterfield Kings, patrocinadora do programa. Afetada pelo boicote, a empresa Ligett-Meyers, produtora do cigarro, retirou o patrocínio e, meses depois, o programa saiu do ar.

E, no Brasil, quem são "os intocáveis", os policiais federais ou os bandidos de colarinho branco e rabo preso?

CARLOS ALBERTO LIBÂNIO CHRISTO, o Frei Betto, 62, frade dominicano e escritor, é autor de, entre outras obras, "Treze Contos Diabólicos e um Angélico" (Planeta). Foi assessor especial da Presidência da República (2003-2004).

Sobre o texto que por sinal é muito bom, segue pequenas observações de minha parte :

Não concordo com a frase : COMO NUNCA SE HAVIA VISTO ANTES ( frase esta muito costumeira do Presidente da República ), fica parecendo que o que é bom só acontece neste governo, fica parecendo que neste governo não tem corruptos, fica parecendo que este governo não " patina " em tudo que faz, haja visto o caso Evo IMORALES, tem governo mais molenga que este ?